Desabafo de obra

“Então como estão a correr as obras da casa?”

Se as pessoas que proferem esta pergunta soubessem o quanto me enervam, injectavam-me Victan diretamente na jugular só para não me verem enfurecer. Não há diferença entre mim e um jarro elétrico com água a ferver.

Digamos que estou naquele triste é difícil limbo do “O quê? Então já não é esta semana e passa para daqui a duas?” Para responder “Okayyyy, ‘tasse bem, tranquilo mano”

Creio que se ativou em mim um mecanismo de defesa tal, que as palavras “atraso”; “problema”; “rombo no orçamento” já só me soam a blá blá blá, wiskas saquetas.

As boas novidades de obra já são dizerem que fica feito daqui a mês quando sei muito bem que ficará feito em 6/8semanas.

É incrível como depois de fazer obras megalómanas em casa, a nossa perceptiva de tempo, pontualidade, planeamento, previsão e entrega, passa a parecer uma equação química para explicar um buraco negro. Fica tudo muito, muito complexo. Muito difuso, dúbio até.

E serve este post/desabafo para vos dizer o quê?

Depois de uma visita a obra/adjudicação da empreitada em Novembro, execução da planta, entrega do orçamento, demolição, licenças e reconstrução, a casa que iria ser entregue em Agosto, se calhar já só para o ano seguinte. Janeiro a correr bem.

É assim que estamos. Numa casa onde achei que iria ainda a banhos veraneantes, e que depois só lá ia no Natal, agora será a casa do início do ano. A manter a cadência, passo lá os anos. Em Março.

Bom, agora que já deitei tudo cá para fora, resta apenas partilhar que o tempo será, provavelmente, o fator mais difícil de gerir numas obras em casa. Se tencionam/estão neste processo, peguem nas vossas piores previsões e adicionem mais 2 meses. Levem ao forno durante mais 2 meses, retirem, deixem esfriar mais 1 mês e está pronto a servir!

Bom apetite e muuuuuuiiiira paciência!

Vossa,

JT

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