O bebé e os novos alimentos por Alison Jesus

Introdução de novos alimentos: Quando e como?

Desta vez vou tentar simplificar duas grandes preocupações para muitos pais: Quando devo dar ao meu filho novos alimentos? E como faço isso?

Bem, segundo as recomendações, o leite materno deve ser o alimento de eleição para todos os recém-nascidos, durante os primeiros meses de vida. Para além disso, recomenda-se que a amamentação se prolongue até os 2 anos de idade. Todos os nutrientes que o bebé necessita podem ser obtidos completamente através do leite da mamã, durante os primeiros 6 meses de vida.

A partir deste período, podemos começar a alimentação complementar, isto é, podemos começar a introduzir outros alimentos líquidos e sólidos, de forma progressiva, para além do leite materno.

Quando devo fazê-lo?

Deve ser feita aos 6 meses porém, muitas famílias começam aos 4 meses. Normalmente, os bebés alimentados com fórmulas ao invés do leite materno fazem uma introdução alimentar mais precoce.

O que é importante referir é que uma introdução antes dos 4 meses está associada ao aumento de peso e de gordura corporal, aumentando o risco da criança ser obesa, numa fase mais avançada, assim como aumento do risco de intolerâncias e de alergias alimentares.

Por outro lado, introduzir novos alimentos de forma tardia, compromete o desenvolvimento saudável do bebé (pela falta de vitaminas e minerais e insuficiência no aporte de energia).

Como devo apresentar os novos alimentos ao meu bebé?

É muito importante que lhe apresente uma ampla variedade de sabores, cores e texturas:

Dê preferência à fruta e aos hortícolas. Muitos bebés e crianças precisam de conhecer o mesmo alimento várias vezes antes de aceitá-los (entre 10 a 15 vezes. Não desista logo à primeira).

Nunca deve dar um alimento sólido pelo biberão: utilize a colher, isto porque o bebé tem o chamado reflexo de extrusão até aos 4-5 meses de vida, que faz com que rejeite, por defesa, todos os alimentos que lhe são colocados na parte anterior da língua. Este comportamento não significa que o seu bebé não goste do novo alimento, apenas ainda não adquiriu a maturação necessária. Dê-lhe tempo para se adaptar à colher.

As crianças são observadoras e imitam os seus familiares. É fundamental que coma juntamente com eles.

Deixe-o brincar com a comida e sujar-se todo! Não tem problema, é normal que a criança esfregue a comida na mesa, a amasse entre os dedos, são algumas formas que as crianças utilizam para conhecer os alimentos e aprender assim a gostar deles.

Fruta: maçã, pera, banana, papaia, cozidas ou assadas ou trituradas, em saladas cruas. O importante é variar na forma de apresentação e dar preferência pela fruta simples e não misturar, para não confundir o paladar. Os sumos são desaconselhados. Após os 12 meses pode adicionar novos frutos (morangos, kiwi, amora, maracujá…). Quanto às papas de fruta, opte por fazê-la em casa, pois as do supermercado têm açúcar adicionado!

Hortícolas: Caldo ou puré de legumes (abóbora, batata, cebola, aipo, alface, couve branca…). Pode adicionar 1 colher de sobremesa de azeite.

Carne, peixe e ovo: frango, peru, coelho podem ser introduzidos a partir dos 6 meses. O peixe magro (pescada, solha, linguado, faneca) a partir do 7º mês. A partir dos 10 meses pode iniciar com o peixe gordo (salmão, cavala, atum…). Quanto ao ovo, começa-se a introduzi-lo a partir do 9º mês, começando por ¼ de gema, depois ½ e só depois a gema completa. A clara pelo seu elevado teor de proteínas alergizantes só deve ser introduzida após os 12 meses.

Leguminosas secas: feijão, lentilhas, ervilhas, favas podem ser apresentados à criança a partir dos 11 meses. Comece primeiro por adicionar à sopa e só depois no prato. Nunca misture arroz e ervilhas, por exemplo, vai confundir a criança. É importante que esteja separado no prato para ajudá-la.

Iogurte: pode ser introduzido ao 8º mês. Opte pelo natural, sem adição de açúcar. Não promova o sabor doce já desde pequenino!

Convém realçar que cada criança tem a sua particularidade. Em caso de problemas o pediatra, o nutricionista e o terapeuta da fala, são os profissionais que o podem auxiliar. Não se aflija, para tudo há uma solução!

Alison Karina de Jesus

Nutricionista (2874N)

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