Obras em casa – primeiras decisões a tomar

A Joana empreiteira/arquitecta/trolha/picheleira e eletricista está de volta. Se é novo aqui no blog, seja bem-vindo ao espaço virtual onde partilho o meu sofrimento por ter tomado a “sábia” decisão de reconstruir uma casa. Se não é novo aqui, já sabe que esta é a trigésima nona casa onde habito e que não aprendi nada com o passado sofrido de obras. Na realidade, é um sofrimento que passa muito rápido quando a casa está pronta e percebemos que ficou maravilhosa e ao nosso gosto.

Se está a pensar tomar a decisão de fazer obras/recuperar uma casa, está no blog certo. Se só se quer divertir com a desgraça dos outros, também.

Mas vamos ao que interessa com este post. A ordem das coisas.

  1. Prioridades

Depois de se ter enfiado na loucura de reconstruir uma casa, importa definir muito bem o que se quer e a par disso, o orçamento. As derrapagens existem sempre e não necessariamente pela lógica do “…por mais 200€ prefiro este”. Pode ser preciso um pilar a mais e lá se vão 700€.

Depois da decisão tomada e do estudo muito realista de quanto pode gastar, é tempo de começar a criar a casa nova. Mesmo que seja cheio de ideias como eu (até demais) vai sempre precisar de um arquitecto. E de um empreiteiro. Se puderem ser da mesma empresa, melhor. E se o empreiteiro tiver empregados próprios, está muito perto de encontrar o Oásis da construção.

2. Tempo

Precisa da casa pronta em 6 meses? Conte com 8. E as contas de somar vão continuar – literalmente – até ir viver definitivamente para a sua casa. A obra atrasa porque as licenças demoram, a fábrica atrasou na entrega do material, a chuva impede a colocação do capoto e etc, etc,etc.

3. Ordem das escolhas

Com o projeto, orçamento e prazos definidos, toca de avançar para as primeiras escolhas. Eletricidade e pichelaria. Sim. A construção da casa de sonho começa com o plano dos esgotos, colocação das sanitas, base chuveiro, etc. Um começo inspirador, bem sei.

Nesta altura, convém já terem uma ideia da mobília e sua localização. Não vão querer que aquele aparador lindo, que ficaria a matar na tal parede, não posso ir para lá porque o aquecimento central ficou lá a morar, certo?

As tomadas e interruptores também variam de acordo com o que vão pôr. Se querem uma cama encostada a uma parede que não seja a principal, se a vossa cama tem uma cabeceira larga, etc, as tomadas deverão ser colocadas de forma servir-vos e não o contrário. Tudo deverá ser pensado antes, para que quando o eletricista for definir convosco o posicionamento das tomadas/interruptores saibam precisamente o que querem e onde.

O mesmo acontece com as casas de banho. À parte do projeto do arquitecto, o picheleiro também precisará de saber o tipo de sanita que vão querer, a sua dimensão, se querem torneiras que venham da parede, chuveiro embutido, etc. Isto fica logo decidido no início da obra, quando as paredes e espaços estão definidos. Como tal, e para que a obra não atrase, convém saberem já os modelos que querem e como os querem.

Por exemplo, se alguém tivesse escrito um post destes antes, eu sabia que não podemos tratar disto em cima da ida do picheleiro e em finais de Julho. Em Agosto as fábricas fecham e existem sérios riscos dos produtos só chegarem em Agosto. E isto atrasa…a obra toda. Por que depois não podem refazer a parede, por cimento, nivelar chãos, etc.

Resumo da matéria dada:

Antecipem o máximo que puderem.

O próximo passo é a escolha do chão. Volto em breve a este tema. Qualquer questão, é só mandar mail. Tenho gosto em ajudar.

Vossa,

JT

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