Trump presidente. Porquê?

Detesto política porque não acredito nela. Acredito sim que quando os gregos a fizeram nascer, deviam ter pensado numa estrutura com alguma dignidade e transparência, ainda que servindo mais alguns do que outros desde então. Com o passar dos anos a coisa definhou bastante. A política é, aos meus olhos, uma forma mascarada de tentar algum equilíbrio na sociedade, calando alguns com leis e impostos e salvaguardando toda uma economia que engorda outros tantos. A forma como dependemos economicamente uns dos outros chega a ser uma afronta à inteligência. De tão difícil que é de lutar, muitos se resignam, baixam os braços. Ou então vão a votos e escolhem o radical, o popular, o que mexe com o estrutura e o que toca nas coisas simples e básicas. Terrorismo, religião, trabalho. Coisas simples que nos tocam a todos. Quem é que, trabalhando arduamente e ganhando pouco, se preocupa com o mundo, com as alterações climáticas? O que querem é saber do seu, da sua casa, da sua vida. São pessoas que com ou sem razão aparentemente lógica, se sentem desiludidas. O que teriam a perder por votar Trump?  O que querem é mudar, venha a mudança de onde vier. Quanto mais longe do habitual sistema, melhor. Quanto mais afastada da minada classe política melhor. Quanto mais radical e umbiguista, melhor. Quanto mais contra o sistema, melhor! Querem a mudança pela mudança. Quanto mais radical, melhor. Quanto mais contra o sistema, perfeito!

Fiquei chocada com a eleição de Trump, depois de um muito ponderado e humanizado Obama. Temo pelo mundo, quando esse mesmo mundo está nas mãos de um magnata que se deve ter candidatado a presidente porque devia ser a única coisa que lhe escapava na sua extensa lista de conquistas. 

Quero acreditar que terá um “equilibrado” rol de profissionais à sua volta que o tragam à razão. Até lá, já mostra já a sua essência. O muro que divide o EUA do México vai mesmo avançar. A lei contra o aborto também vai avançar. Resta-nos esperar e acreditar que isto não pode piorar e que trio Trump-Putin-Le Pen não passa de um enorme pesadelo mundial. 

Vossa,

J! 

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