IPO – Agenda Solidária 2017

Partilhar as emoções do dia, da vida, e fazê-lo numa agenda que nos permite ser solidários em 365 dias por ano. Maravilhosa ideia. 

Fazê-lo para ajudar diretamente as crianças e adolescentes com cancro, tratados, acompanhados e graças a Deus tantas vezes, salvos, no IPO de Lisboa. Soa-me a projeto de amor feito. 

É assim a agenda solidária do IPO 2017.


12 figuras influentes da nossa sociedade, desde Marcelo Rebelo de Sousa, Catarina Furtado, Nuno Markl ou Elvira Fortunato, partilharam histórias marcantes da sua infância ou vida adulta. Histórias com uma mensagem que nos faz pensar e que depois ganharam vida com as ilustrações de João Vaz de Carvalho, para mostrar que tudo pode ter cor, mesmo quando tudo parece cinza. 

A propósito do lançamento da agenda solidária do IPO, fiz um direto para a RTP na sala de atividades da ala pediátrica do IPO Lisboa onde de facto, tudo faz sentido. Com a sensibilidade à flor da pele, fiz-me forte e confiante nos finais felizes. Falei com alguns profissionais, direta e indiretamente envolvidos na agenda solidária do IPO Lisboa, onde pude constatar que as verbas angariadas serão usadas para dar conforto às crianças e adolescentes internados no serviço, como por exemplo, num aparelho que revela as veias “escondidas” de alguns meninos, impedindo assim que sejam picados várias vezes. O “brinquedo” em questão custa 5mil€ e por isso todas as vendas são bem vindas. Todo o valor angariado pela venda (a agenda custa cerca de 13€) reverte para ajudar estes meninos a quem a vida decidiu testar. A eles e seus pais. 

Enquanto estava no ar, olhei para tudo menos para os meninos, na tentativa de não ruir ali, em direto. Foquei-me nos finais felizes, como nas estatísticas que apontavam para uma mortalidade infantil de 90% por leucemia na década de 60 e que agora está no seu inverso. 90% das crianças salvam-se!

Entrevistei a Leonor, 10 anos feitos no passado domingo. Fazia recortes de revistas e colagens e com a espontaneidade das crianças, lá parou de fazer o trabalho e disse que gostava do livro. Desafiei-a a, comigo, pedir a quem nos estivesse a ver para comprar livro – “para ajudar os meninos como eu”


Terminei o direto desejando-lhe tudo de bom na vida, como quem pede para si próprio. Segundos depois responde-me a mãe “vamos hoje para casa”. Não podia ter saído mais feliz.
Vossa,

J!

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