O comprimido rosa

Muito depois do viagra, surge agora o seu homólogo. O viagra feminino. O comprimido rosa promete elevar a libido das mulheres, mas os seus resultados não são tão satisfatórios quanto no caso masculino. E não é preciso ser cientista para perceber isto. Homens e mulheres funcionam de forma diferente, física e psicologicamente. No caso do homem, e de uma forma muito sintetizada e simplista, o comprimido azul consegue dar maior aporte de sangue ao órgão. No caso das mulheres, a coisa não é assim tão simples. Na realidade, nós somos seres muito mais emocionais.

  
 Tal emotividade, faz-nos derreter com carinhos e mimos e não apenas com um tanque de lavar roupa abdominal. Não é tanto o físico que nos move, mas sim a atenção que esse físico nos traz. Não digo que o desejo físico não seja necessário e apreciado, apenas defendo que as mulheres são muito mais complexas, precisam muito mais do que isso. Sentirmo-nos desejadas todo o dia e “não só à noite”, sermos amadas e acarinhadas, desencadeia cerebralmente uma série de emoções, entre elas uma muito primitiva, a ideia que “se este homem me acarinha a toda a hora, é porque gosta mesmo de mim. E se sente amor por mim, é um parceiro ideal para a vida. Quero-o para pai dos meus filhos”  é algo que está no nosso código genético desde os tempos primitivos, da mesma forma que nos sentíamos atraídas por tipos fortes e inteligentes. Tinha tudo haver com a preservação da espécie. Mas o desejo físico é o primeiro passo, o próximo é o tal de dar carinho e sentirmo-nos amadas e mimadas. O prazer no feminino transcende o físico e isso nem todos os homens percebem e não é um comprimido rosa que dá…

Até já,

Vossa,

J!

Comentários

  1. Vitor

    8 Setembro de 2015 às 20:46

    Responder

    Concordo plenamente Joana. De que serve ter um corpo e uma cara perfeitos sw depois o nosso interior não presta, por isso eu sempre defendi que o que conta é aquilo que a pessoa é enquanto ser humano e não a sua imagem… Abraço e bom trabalho :)


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