A minha família nuclear é composta por 6 mulheres. A minha mãe, a minha irmã, as minhas duas sobrinhas, eu e a M.I. Para além da enorme dor de cabeça que os (poucos) homens têm, deviam sentir-te gratos pela enorme satisfação que é ter tanta sabedoria por perto. Hoje deixamo-los em casa para nos divertirmos no Portugal dos Pequenitos.
Não me lembro bem da idade que tinha da última vez que lá estive, mas sei que era mini. Não mini o suficiente para me não me lembrar da visita. Recordo-me bem de entrar nas casinhas e imaginar que podia viver ali. Que uma cama e uma mesa chegavam-me. O resto passava-me ao lado. Já tinha a mania que era independente.
Como sempre, as visitas eram feitas em família, pelo que a minha irmã, mais velha 7 anos, também estava presente. Um dos episódios que ambas recordamos era a luta pelos Calipos. Os meus pais sempre foram suficientemente coerentes, para não nos darem as coisas por darem. Um gelado vinha de vez em quando, não quando pedíamos. Hoje agradeço-lhes por isso. Naquele dia porém, tivemos direito a Calipos. A minha irmã ficava com o de limão, como sempre, e eu com o de morango. Não raras vezes comia o meu e a seguir pedia o dela. A minha irmã ficava furiosa já que os meus pais pediam-lhe que desse o restinho do Calipo dela. Isso gerava entre nós um clima de discussão, que hoje recordamos e nos faz rir imenso.
Um desses momentos ficou registado numa foto. Devia ter uns 3 anos e lembro-me como se fosse hoje. A pose não foi por acaso. Na altura, fazer quase a ponte, era assim a coisa mais estilosa que tinha para oferecer…
Talvez pelas boas memórias que este lugar me dá, foi delicioso poder partilhar novamente este sítio com a minha irmã e mãe, na circunstância da vida que nos fez lá voltar, desta vez já mulheres e com as nossas filhas pela mão.
O Portugal dos Pequenitos foi testemunha da nossa infância e agora é testemunha da nossa maternidade.
Vossa,
J!











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