As mães são seres estranhos.
Não são só uma pessoa. São várias. Tantas quantas as vidas que carregaram e carregam nelas.
Temos a nossa vida, mas é a dos nossos filhos que vivemos.
É tudo tão intenso e maravilhoso que nos perguntamos como éramos felizes antes. Sem gargalhadas deliciosas, sem conversas de um “bebês” encantador, sem ser o colo e porto de abrigo daquela pessoa, que embora em miniatura, carrega tanto de nós!
Em 9 meses mudamos por completo. Ficamos mais sensíveis que um copo de cristal, mais benevolentes, mais compreensivas, mais medricas, mais…humanas!
Há 2 anos atrás nasceu a minha mini M.I. e com ela nasceu uma nova Joana.
Melhor, penso eu.
Desde então, eu que nunca fui muito egocêntrica, menos em mim penso. Orbito em torno da minha família e o mundo pode desabar cá fora, mas no meu ninho, aquele que construí e continuo a construir, nada entra. A isto chama-se instinto. De mãe. E esta minha mini M.I. que hoje faz 2 aninhos, é responsável por eu ser a mulher mais feliz do mundo, mas muitas vezes a mais parva também. E isso viu-se logo no início…
Nesta foto, a M.I. tinha 1h de vida. Estávamos na maca a caminho do quarto e eu quis tirar-lhe uma foto. Esqueci-me foi que tinha o flash ligado…e a cara da minha baby revela bem o ar de quem pensou….

“…sim mamã, as mães ficam assim como descreveste, mas eu acrescento – o orgulho de mãe também as põe particularmente acéfalas não achas? Flash, num recém-nascido? Really?”









7 Março de 2015 às 15:23
Muitos parabéns e muitas felicidades para a mamã Joana e pequenita Maria Inês.
Um beijinho.