Acontece qualquer coisa nas crianças pequenas que nos deixa perplexos. Não sei se isto é o que chama crescer, ou se isto é o que se chama manifestação pura e dura da passagem do tempo.
Ontem à noite, antes de ir dormir, a minha mini M.I. vira-se para mim e diz
– Mamã econde!
Confesso que não percebi à primeira apesar de nós, pais, termos internamente um tradutor de “bebês”. Visto agora, se calhar foi mais não querer perceber…
“Não, ela não pode ter querido dizer mamã esconde! Nem tem dois anos e sabe lá o que é jogar as escondidinhas!”
2 segundos depois, encosta a sua cabeça à parede, leva as mãozinhas junto à cara e começa:
– Tês, catro!
E saiu à minha procura…
A vontade de rir foi completamente abafada por um murro no estômago. Como é possível que a minha minhoca esteja a brincar comigo às escondidas, já, assim, quando ainda não tem dois anos?
A cereja no topo do bolo foi quando invertemos os papéis, eu contei e fui à procura e ela passa em frente ao pai, aninha-se, leva o dedito aos lábios e faz “Shiu!”
Depois da brincadeira, que encheu a casa das mais maravilhosas e fofas gargalhadas, foi, como é habitual, de sua livre e espontânea vontade para o berço, feita uma senhorita!
Alguém que me belisque e que me diga que são eles que desenvolvem rápido! Please! E que não é o malvado do tempo que não dá tréguas na sua passagem….
Até já,
Vossa,
J!









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