Depois da agitação própria do dia, a tarde ficou reservada para uma sessão fotográfica em família.
Conheci a Raquel Brinca da HUG quando estava gravidona da Maria Inês.
A sessão fotográfica de então era para a capa da revista Mamãs & Bebés e revelou que estava grávida, mesmo sem ser preciso ver a minha barriga.
A minha gravidez estava toda concentrada do meu pescoço para cima…
Com a minha fronha recuperada e com a M.I. fora da bolsa marsupial 2 anos depois, lá fomos à sessão fotográfica.
Munidos da toilette da miss, foi-se tirando as fotos com diferentes acessórios, dentro da vontade da piolha.
A Raquel Brinca, gravidona a 4 dias de ter o seu baby, lá foi aguentando estoicamente os achaques da mini M.I.
Baile é, provavelmente, a palavra que melhor define o que a M.I. nos deu.
“Olha aqui este boneco; Senta ali, Ri para o papá, ri para a mamã!” foi do que mais se ouviu, em contraste com a sua atitude de enorme indiferença.
Jogamos todas as nossas cartadas, expondo os trunfos que nunca falham e que a fazem rir como se não houvesse amanhã.
Percebemos que o amanhã existe porque pouco ou nada se riu.
Lá fizemos as figuras tristes e típicas dos saltinhos atrás da câmara, do esconder a cara, fazer caretas e cantar. Visto de fora devíamos parecer como o público da Ellen Degeneres – histérico e com pouca noção do ridículo.

Contudo, eu tinha uma jogada de mestre nas mangas (apesar de ir de top cavado) e não sabia.
A M.I. fica aflita quando digo que estou triste ou vou chorar e perante a sua indiferença aos nossos apelos, eu disse que ia chorar. O que é que ela fez? Riu-se imenso!
Alguém que me explique se isto é normallllll!!!
Porquê? Porquê é que as criancinhas são assim?
Mudamos o look da M.I. umas quantas vezes e no ultimo vestimos uns collants vermelhos por engano. Acontece que já íamos com mais de 1h30 de sessão e a falta de paciência começava a dar um ar da sua graça.
Fez birra quando lhe quisemos tirar os collants e da sua livre e espontânea vontade decidiu calçar uns sapatos cor de rosa por cima, resultando numa bonita paleta de cores que variava entre o cinza e o branco do vestido, em associação com o vermelho e o cor de rosa, com destaque para detalhe do laço no cabelo, numa cor óbvia para o coordenado. Azul.
Entre tirar aquela roupa toda e acabar a sessão fotográfica antes do tempo, decidimos deixar e imaginar que estava fantasiada de palhaço. Assim como assim, o carnaval só passou há 2 semanas e ninguém repara nesses pormenores.
Por outro lado, tenho uma prova irrefutável da sua ‘perseverança’ para lhe poder esfregar na cara quando for crescida e disser que afinal era uma bebé angelical.

Quase 2 horas depois, a primeira sessão fotográfica da Maria Inês Moss estava feita e com fotos absolutamente irresistíveis.
Apesar de tudo portou-se como uma princesa, só revelando o melhor de si quando a circunstância assim o exigia, ou seja, quando viu a própria mãe prestes a deprimir pela incapacidade em arrancar sorrisos e quase a afogar-se nas lágrimas da resignação materna…
Ser mãe também é isto!
Até já,
J & M.I.









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