Entrevista a Dita Von Tesse

Em maio de 2010 fui a Madrid, a convite da Cointreau, para a Cointreau Party, que teria a presença da ilustre Dita Von Teese.

A ideia é que a Dita Von Teese ensina-se a fazer um cocktail, o Cointreaupolitan. Lá rumei com o “Só Visto!” para Madrid, e ficamos hospedados no mesmo hotel onde, nessa noite, seria realizada a festa. Decorreu na Penthouse do Hotel Me Hotel em Madrid.

Tempo de preparar a reportagem, lendo tudo e mais alguma coisa sobre a Dita (…cuja! Que piada…):

“Atriz, modelo e popular artista burlesca norte-americana, é uma das maiores responsáveis pela reinvenção da estética pin-up dos anos 40 e 50 e do burlesco, que inclui um banho num copo de Martini Gigante”

Achei de imediato que a senhora ir ser pouco disponível e pouca dada a conversas.

A Penthouse do hotel estava decorada de Cointreau por todo o lado, o que me dava uma sensação de embriaguez só de olhar, embora não possa negar que aquilo estava tudo catita!

Cheio até à pinha, calculei que estivesse cheio de jetset espanhol. Não reconheci uma alminha sequer, mas nota-se que era tudo gente de “bem”

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(as fotos estão péssimas porque foram retiradas de um vídeo. O que importa é que o post está ilustrado, certo?)

Entretanto, membros da organização dizem aos jornalistas qual a ordem das entrevistas bem como a duração. Não me recordo ao certo, mas sei que tinha direito a umas três perguntas. Infelizmente, o vídeo da minha reportagem não está no youtube. Na altura não tinha a eficaz página de fãs que agora tenho e o vídeo só pode ser visto pelas catacumbas dos arquivos da RTP, o que significa que pouca gente lhe vai pôr os olhinhos em cima. Adiante…

Chega a Dita Von Teese. Flashadas por todo o lado, os repórteres de imagem uns em cima dos outros e eu vejo uma Dita Von Teese a chegar sozinha, meia tímida, mas com um sorriso franco. Onde andavam os guarda-costas e o manager? Aparentemente, nesse dia tinham mais do que fazer.

Achei aquilo estranho mas ao mesmo tempo ótimo! Uma mulher como ela, deveria ter toda uma equipa por detrás e foi precisamente isso que também questionei, quando a entrevistei

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(A minha única prova de como a entrevistei! Lá está, tirada de um vídeo, mas o importante é que foto cumpre a sua função!)

Muito simpática, sem peneiras nenhumas, tinha uma forma de falar absolutamente comum. Sem recurso a palavras milimetricamente escolhidas, num discurso fluído e prático, achei-a muito “normal” até mesmo na beleza. Muito “girl next door”.

Dei por mim a olhar para ela e a sentir que podia perguntar-lhe de tudo que ela não teria problemas em responder sobre o que quer que seja. Claro que me ocorreu perguntar-lhe porque raio andou com o Maryln Manson, mas de histórias tristes está o mundo cheio.

Lembro-me que ela falou da profissão ligada ao burlesco de uma forma absolutamente normal e digna até, dizendo que era uma coisa como outra qualquer, que ensaiava os passos de dança rigorosamente, que não olhava para o público e que, espantem-se, é ela que arranja o próprio cabelo, que se maquilha e que trata da própria roupa!! Clap, clap, clap! Disse-me isto com o maior dos à-vontades, numa tentativa (bem conseguida) de mostrar como é prática e pouco presunçosa. Aliás, para o evento dessa noite, tinha sido ela a arranjar-se.

Deu as entrevistas todas numa boa, simpática e humilde. E enquanto todos se divertiam, dei com ela muito sossegada, sozinha num grupo que se notava que não era gente conhecida dela.

Muito longe da artista burlesca que roda num copo gigante de Martini, sem pudor ou vergonha

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dita

 

Lá está, nem tudo é o que parece e a Dita Von Teese revelou-se uma mulher terrena, bem longe da imagem que cultiva!

Uma boa surpresa esta “miúda”!

 

Em breve, vou partilhar convosco a minha entrevista ao Jim Carrey. Sim, tive essa sorte!

Até já!

Vossa,

J!

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