A importância da sesta

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Poucos lhes dão a importância devida, mas a sesta é tão importante para o bom desempenho psicológico e físico, como uma boa noite de sono.
Bem sei que não há propriamente condições para que possamos fazer a sesta a seguir ao almoço, mas alguns países já desenvolveram uns centros onde as pessoas podem descansar a seguir ao almoço, numas relaxantes e aconchegantes caminhas.

Eu não consigo dormir à tarde (um erro num qualquer fusível meu, que me impede de ser uma pessoa normal na matéria), mas a sesta era coisa que fazia sempre na época de exames.

Qual o benefício de a fazer? Será preguiça ou necessidade física?
Bingo, se escolheu a segunda resposta !

Depois do almoço sentimos (quase) sempre sono. Então se a refeição foi saborosa e farta, parece que ficamos para lá de Bagdad…Resposta científica para este sentimento doloroso e mundano?
Sono pós-prandeal.
Sim, quando alguém vos disser ” estás bêbado de sono, pá! “, afirmem que se encontram a passar por um quadro temporário de sono pós-prandeal. Xuta para canto qualquer pessoa que achava que nos ia fazer sentir mal! “Pega lá que já almoçastes! Ehehehehe” (sim,leiam com sotaque “saloio”)

O sono pós-prandeal é aquele malandro que aparece a seguir ao almoço, quase sempre sem ser convidado, e que nos faz arrastar os movimentos, as palavras, o discurso e que nos põe o raciocínio a funcionar à mesma velocidade que a de um calhau.
Acontece porque o fluxo sanguíneo está mais concentrado na zona do estômago e intestino delgado, zonas onde se processa a digestão, ficando assim menos sangue no cérebro, capiche?
Já agora, como hoje estou em modo “stôra”, este é o motivo pelo qual se dão as chamadas “congestões”.
A malta está com o seu sangue numa “reunião” importante ao nível do sistema digestivo, mergulha na água fria e o sangue, para equilibrar a temperatura corporal, “corre” para as extremidades (mãos e pés), deixando assim a digestão parada. Se a água estiver quente, a coisa já não corre tão mal…(o meu curso de enfermagem é sempre útil!)

Para dar cabo deste ” síndrome ” do sono pós-prandeal, tenho um remédio infalível.
Dormir a sesta.
Como? Vão para o carro, encostem-se na secretária junto ao teclado, na varanda do escritório de óculos escuros postos, mas façam-no.
Eis o que se ganha:

Sono de 10 a 20 minutos – para dar um “boost” de energia
Sono de 20 minutos a 30m – para melhorar a memória
Sono de 30 minutos a 1hora – para melhorar o raciocínio e a criatividade

Eu só conseguia dormir 20 minutos, porque a partir desta hora, começa-se a entrar na fase do sono profundo e eu acordava com uma disposição capaz de cortar cabeças ao mínimo “ai”.
Conclusão, a soneca de 20 minutos deixava-me com uma energia enorme, ótima para a complicada fase de exames que enfrentava.
Punha o despertador e aí ia eu….

Agora já não a consigo fazer por questões profissionais (“srs. Telespectadores, agora vou só ali dormir um pouquinho e já venho!”), mas aconselho vivamente!
Os benefícios são sentidos na hora e acreditem que o resto do dia rende muito, mas muito mais.

Dica dada, desejo-vos bons sonhos :)!

Beijinhos,
Vossa,
J!

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